Foto: Assessoria MMA - Todo dia é dia de índio, né nêga??Eu não atrasei o Check-in (morra de inveja Junaeeee!) e não perdi o vôo. Encontrei a Adriane Galisteu na sala de embarque (e ela é pequenininha e tem uma pele muito suspeita). O sensor da porta de embarque acusou meu Trident de canela, meu isqueiro azul e minha caneta BIC que estavam no bolso, mas não apitou para o relógio reluzente do tamanho do que meu bisavô tinha na sala, mas o sensor não apitouuu! E eu lá, tirando meus "bens" de alta periculosidade enquanto a loira passava com aquela arma. (Um minuto de silêncio para quem paga mico em aeroporto - hum!).
Ao meu lado, um ser engravatado - cara de quem pega vôo à Brasília - começou a passar mal. E vá desafrouxar a gravata, tirar aliança, suar, suar, fazer massagem nas mãos, na careca. Se virar de um lado, para o outro...e a caipira sou eu, nééééé mundo? Sei...
Não fiz amizade com o careca neurótico de glândulas sudoríparas em plena atividade. Mas do outro lado o executivo da Febraban foi mais bacana, e me pediu para ler o artigo dele. Quase passei o valor da leitura no final da empreitada (leitura de avião mesmo, igual comida de Hospital, enfim...), mas velhinhos simpáticos são difíceis de achar hoje em dia. Ele ficou com meu último Trident e eu o contei o caso "Galisteu". Ele não falou mais comigo. Acho que não gostou,rs.
Em Brasília 18 graus centígrados às 22h de terça-feira. E eu encapotada. Ninguém me esperando. Esqueceram de mim. Lembrei que os jornalistas não teriam translado e teriam que se virar com táxi. Claro, os que não sabem fazer "amizadis". Vim na janelinha e tudo do translado dos gringos da Conferência - buniiiiiiiiiita. E meu amigo Salomão, o motorista, me apresentou toda a cidade, me levouem uma peregrinação aos hotéis que não eram os meus e me emprestou o celular para eu realizar 3409.367740. ligações.
Aí meus amigos venezuelanos não tinham cigarro. Virou minha moeda. Um cigarro por um dedo de prosa enquanto a organização procuravam resolver o que fazer com a boneca aqui. Já sei tudo sobre a via Campesina e a versão do meu amigo Chávez sobre o outro Chavez...rs. Fiquei sem cigarro,mas tudo bem.
Quando vieram me resgatar já passava das 0h. O Jairo, conhecem o Jairo? É de Goiânia mas está trabalhando em Brasília. Mas na verdade é de Minas. E os pais vieram do Nordeste. Como a maioria. Mais uma peregrinação na cidade de cimento. Quando achamaos, enfim, meu hotel, descobri que dividiria o quarto com uma outra jornalista chamada Xandra. Entenderam? Xandraaa. Ou tem um dr de mais ou os pais são japa. Enfim...falei para o cara do hotel: Eu vou dormir com uma Xandra? Ele riu e quando fui tomar café hoje de manhã continuava no processo ainda.
Mas a Xandra foi embora hoje. E se tudo der bastante errado (pois se der certo volto pra casa depois do coquetel e de ouvir o Almir Sater em sua Chalana, sem querer). Conheço um bom buteco e volto pra ala Sul. Para o meu quarto 414, sem precisar dormir com a luz do corredor acesa.
Amanhã falo sobre as oficinas e a estrutura. Meu crachá vem em um saquinho. Acho que perdi meu celular e paguei R$5 em um cigarro, acreditam?
Pior é que não tem Bradesco aqui....E eu tenho mais R$2..hehehe. Aprendendo economia da casa dos corruptos,rs.
Beijos